sábado, 7 de novembro de 2009

o valor da amizade...



Depois de um longo inverno, retorno para cumprir uma obrigação. Mais ou menos, há uns dois meses atrás perdi um querido amigo. Cansado da tristeza diária que assola nossas vidas neste planeta, decidiu parar de sofrer e partir para outro lugar, seja este, um outro mundo, um novo andar, acima ou abaixo, ou simplesmente a inexistência de matéria.
Tenho convivido diariamente com pensamentos que tem me atormentado a cabeça. Poderia eu ter feito algo? Poderia eu em algum momento abrandar seu sofrimento? Até hoje não sei.
Nossa correria diária nos torna tristes e solitários. Nosso tempo é escasso para os amigos, para a família, para nós mesmos, e até para nosso trabalho. Você nunca pensou que deveria ter uma hora a mais por dia. Seja para mandar aquele email, seja para fazer aquele relatório ou visitar aquele cliente.
Devemos parar para pensar nisso. Deixar a tristeza de lado, mesmo. Não se apegue a pequenos problemas. Não deixe um amigo pensar que você não se importa. Se algum deles lhe fizer algo negativo, deixe ao mesmo espaço para que desfaça o pior. Ligue! Mande um email! Relembre à esta pessoa o quanto ela é importante na sua vida. Aos meus amigos, perdão pela ausência ou pela ignorância. Amo a todos com fervor. Sinto sua falta. Todos sabem quem são.
Minha culpa sentida no caso do Henrique, está centrada no fato de talvez não ter ligado, não o ter procurado. Sendo o Henrique o cara mais destemido que eu conhecera na vida, relaxei em relação a ele. Ele deve estar bem, afinal era linha-de-frente, dava a cara para a vida bater. Aos meus amigos digo: todos estão comigo para sempre. Vocês todos sabem o papel de cada um na minha história de vida. E quanto ao nosso "maninho" Henrique, vá em paz irmão, que o inferno é aqui mesmo!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Os 228 da Air France

No decorrer da última semana temos sido bombardeados com informações de toda ordem a respeito do acidente do Air France A447. A imprensa faz seu papel ao noticiar qualquer dado novo, mesmo que na prática, tais dados pareçam irrelevantes.

Ao debruçar-me sobre o tema, encontrei um aspecto de caráter psico-social que até então não consegui perceber alguém que o tenha abordado.

Até sexta-feira dia 06/06, não havia corpos, não havia destroços. Havia apenas o nada, o não-saber, a não-informação. Sob este prisma, percebo que a comoção arrefece. O senso comum não sofre de forma clara. É claro que sentimos muito. Mas, tal sentimento, nem de perto nos atinge avassaladoramente, como os corpos carbonizados do vôo Tam Porto Alegre-Congonhas.

Lembro-me bem daquele dia. Estávamos todos à frente da Tv sofrendo solidariamente aos parentes das vítimas. No caso do Air France, os próprios parentes se negavam a admitir a morte dos seus. Isso tudo, como já disse antes, motivado pela incerteza provocada pela falta de corpos. Como diz a frase apostólica, precisamos "ver para crer".

Nossa condição humana nos torna incapaz de aceitar a morte de forma natural. Nunca estaremos prontos para perder nossos amores, pais e, quem dirá, nossos filhos. Ao contrário do meio  natural, não procriaremos no próximo verão, seguindo o instinto animal. A construção idealista de um ser superior, onipresente, onisciente e infalível, está ligada diretamente a nossa necessidade de cuidado em relação àqueles que se foram.Buscamos eternamente a felicidade, a satisfação e o prazer. Quando morre alguém que amamos, esses sentimentos se tornam inalcançáveis por um tempo.

Já perdi muitas pessoas. Avós, tios, amigos, um irmão. Nunca foi fácil. Todos tinham um lugar em meu coração. A dor aos poucos abranda, mas convenhamos, é tão triste ter a certeza que nunca mais vou vê-los, que entendo o fio de esperança que carregam os parentes das pessoas perdidas num oceano de incerteza.

Hoje, segunda-feira, os corpos emergem no Atlântico. É triste...

Até a próxima.

Ricardo

 

terça-feira, 19 de maio de 2009

Nicki e eu...

Noite dessas, eu e a Vivi assistimos a "Marley e eu". Filme simples, nada demais.  Agora, tem uma coisa em que ele acerta na mosca. A relação intensa e emocionante de um cão com  sua família. Isso faz o filme valer a pena. Vale até uma lagriminha no final. Cachorreiros preparem-se!

Como os amigos sabem, já tive cachorro. A Nicki tem um grande importância em minha vida. Com ela percebi o amor incondicional, ou seja, um simples olhar, um pequeno gesto, uma singela carícia, são o suficiente para derramar-se de felicidade. Nas piores horas, quando eu não tinha nada, nada para ser feliz, eu ainda podia contar com ela ao meu lado.

Ter cachorro não é fácil. Custa grana, custa tempo. Acima de tudo, nos remete a ter obrigação com alguma coisa. Para o seu cão ter uma vida decente, além de comer ele deve sair, ver o sol ou a chuva, correr e interagir com os outros de sua espécie e com outros seres humanos.

Tá nas pilha?! Só uma coisa: se for encarar, saiba que não dá pra devolver.Uma coisa lhes digo: vale a pena!Além de termos um filho, plantarmos uma árvore e escrevermos um livro, devemos com toda a certeza ter um cachorro na vida.Eu posso dizer. Nicki e eu formamos uma grande dupla, e eu a amarei pra sempre. Ela terá de mim tudo que estiver ao meu alcance para tornar a vida dela melhor, mesmo que com isso fique privado de sua presença.

Nicki hoje não mora comigo. Com muita dor no coração a mandei para um lugar melhor. Um lugar onde pode fazer o que quiser e quando quiser. Eu a vejo seguido. E toda as vezes que nos encontramos, sabemos  os dois que será pra sempre. Valeu Nicole!!!

No fundo eu sei  que ela tá legal...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pára o mundo! ... só um pouquinho.

Vocês nunca se sentiram incapazes de resolver todas as suas coisas? Já sentiram como se tudo conspirasse contra vocês. Pois é. Esta é minha vida atualmente.

A correria "tá braba"! Meus dias passam voando. Quando agente se dá conta, o despertador toca de novo. Olho para os buraquinhos da persiana e, lá está ela, a luz penetrante.

Nesses dias, a cama é talvez o único porto seguro, a única maneira de desligarmos a chave.

Tá certo! Todos temos de trabalhar, ganhar dinheiro e pagar as contas. Mas será só isso? Me vejo no espelho cada dia mais velhos. Rugas antes impensáveis, agora dominam a paisagem. Olheiras não deixam nunca o meu rosto. Nem quero pensar nisso, mas não demora me candidatarei ao enfarto. Isso que tenho me auto regulado,mantendo uma certa serenidade diante do turbilhão.
Tenho tentado encontrar espaços na semana para meus prazeres. Batê um calo na segunda. Coralzinho na terça. Inglês no sábado de manhã. Mas, infelizmente, esses prazeres acabam por tornar minha vida mais corrida.

Parece-me, concluindo, que não tem jeito. O jeito é tentar fazer as coisas com calma. Uma depois da outra. Diante de situações insolúveis, nada melhor que uma parada para reflexão. Lembre-se dessa apesar de velha: Só não tem remédio para a morte.

Ah! Uma dica de última hora. Arranje uma esposa com uma casa em um lugar revigorante. Pra mim funciona como red bull!!!




sexta-feira, 24 de abril de 2009

Não sou do teatro, confesso. Sou um ignorante nessa arte. Não conheço por nome os autores, diretores e atores. Ademais, sofro muito com a precariedade de produções demasiadamente singelas, apesar de bravura de seus idealizadores. Essa arte tão importante não consegue arrebatar-me de tal forma como a Música ou o Cinema. 
Eis que, em uma quinta-feira do mês de abril, Viviane, minha esposa me liga e diz: Consegui dois ingressos para o São Pedro para assistir "Medeia", de Eurípedes!
Estava cansado, tinha trabalhado horrores. Mas, diante dos prós e contras, e da empolgação da atriz Vivi, fui com ela ao São Pedro.
Era uma espécie de reestreia, uma nova temporada. Chegamos cedo. Eram 20:43. 
No palco, enquanto o público se acomodava, cinco atores, representado os "argonautas", simulavam com remos sua viagem pelos desconhecido. Neste momento percebi que não seria uma noite qualquer. A cena inicial, ainda fora da peça, já me passara uma grande verdade . Foram longos minutos de remadas, gemidos e cansaços. A noite começara bem.
A peça dirigida por Luciano Alabarse (idealizador do "Em Cena") traz ao palco quase duas dezenas de atores, de diversas gerações do teatro gaúcho. Quase todos bem em seus papéis.
A luz  é muito boa, como também a cenografia e os figurinos.
Mas o que peça tem de melhor é a atução de Sandra Dani no papel de Medeia. A veterana atriz imprime uma verdade absoluta e comovente no que tange a construção da personagem-título. Não há o que tirar nem pôr. Sandra flutua pelo palco com sabedoria, dando laudas e laudas de texto, e, além disso, demonstra um preparo físico respeitável, uma vez que a persongem utiliza grande extensão   do palco. O texto é magnifíco! Os gregos sabim das coisas mesmo. Talvez aí resida minha empolgação com "Medeia". Meu olhar de historiador pode ser tendenciosamente favoravel com um texto deste porte. Vale a pena!!! Vão assistir!!
6 a 26 de1 Abril (qui a sáb às 21h, dom às 18h) 
Platéia:  30,00
Camarote Central:  25,00
Camarote Lateral:  20,00
Galeria Central:  10,00
Galeria Lateral:  10,00
  
 

Descontos: 50% para sócios AATSP na estreia; 50% para titular e acompanhante do Clube do Assinante ZH; para estudantes conforme a lei: quina 50%, fins de semana 10%.




Bom dia!

Cansado de represar toda minha volúpia opinativa, criei este espaço para de alguma forma bombardeá-los com minhas teses.
Não se preocupem!!! Não vos maltratarei com posts sem sentido. Quando não tiver nada a dizer, não direi. Simplesmente.
Parentes e amigos, preparem-se!